O valor da multa por excesso de velocidade em 2026 varia entre R$ 130,16 e R$ 880,41, dependendo do percentual ultrapassado. É importante destacar que o condutor pode obter descontos de 20% a 40% no pagamento caso utilize o Sistema de Notificação Eletrônica (SNE) e não apresente defesa prévia, ou opte por pagar até o vencimento. Confira os valores por categoria:
- Até 20% acima do limite: R$ 130,16 (Infração Média);
- Entre 20% e 50% acima do limite: R$ 195,23 (Infração Grave);
- Acima de 50% do limite: R$ 880,41 (Infração Gravíssima com suspensão direta).
Receber uma notificação de radar gera uma preocupação que atinge diretamente o direito de dirigir. O impacto é severo para quem possui a Permissão Para Dirigir (PPD), onde um descuido pode significar a perda definitiva do documento. No entanto, erros técnicos na autuação ou falhas na aferição do radar podem tornar a penalidade nula, abrindo caminho para recursos administrativos que preservam a CNH e evitam a suspensão por meio de uma análise técnica detalhada.
Quais são os valores das multas de velocidade?
Os valores das multas de velocidade variam entre R$ 130,16 e R$ 880,41, dependendo do percentual que o condutor ultrapassou em relação ao limite máximo permitido na via. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece três categorias distintas de gravidade para essa infração.
Entender quanto custa a multa de velocidade é o primeiro passo para o motorista avaliar as consequências em seu prontuário. Além do impacto financeiro, cada faixa de velocidade gera uma pontuação específica que pode levar à suspensão da CNH ou ao cancelamento da Permissão Para Dirigir (PPD).
Qual o valor para velocidade até 20% acima do limite?
O valor para velocidade até 20% acima do limite é de R$ 130,16. Esta é considerada uma infração de natureza média, resultando na soma de 4 pontos na carteira de habilitação do infrator.
Muitos condutores acreditam que, por ser o valor mais baixo, não há necessidade de recorrer. No entanto, para quem possui a PPD, o cometimento de infrações médias pode comprometer a transição para a CNH definitiva, tornando a defesa administrativa uma ferramenta essencial de preservação do direito de dirigir.
Qual o valor para velocidade entre 20% e 50% do limite?
O valor para velocidade entre 20% e 50% do limite é de R$ 195,23. Essa conduta é classificada como uma infração grave pelo CTB e acarreta a soma de 5 pontos no prontuário do motorista.
As consequências para este nível de excesso de velocidade são rígidas, conforme detalhado abaixo:
- Gravidade: Infração Grave;
- Custo Financeiro: R$ 195,23;
- Pontuação: 5 pontos;
- Risco para PPD: Perda imediata da permissão e necessidade de reiniciar todo o processo de habilitação.
Qual o valor para velocidade acima de 50% do limite?
O valor para velocidade acima de 50% do limite é de R$ 880,41. Por ser uma infração gravíssima com fator multiplicador de três vezes, o custo é significativamente superior aos demais níveis de excesso.
Diferente das outras categorias, o excesso acima de 50% prevê a suspensão direta do direito de dirigir, independentemente do acúmulo de pontos. Trata-se de uma penalidade auto-suspensiva, onde o condutor pode ter o documento recolhido e ser obrigado a passar pelo curso de reciclagem. Identificar falhas na aferição do radar ou na sinalização da via é crucial para anular processos tão severos.
Quantos pontos a multa de velocidade gera na CNH?
A multa de velocidade gera entre 4 e 7 pontos na CNH, dependendo da gravidade da infração cometida pelo condutor ao ultrapassar o limite permitido. Essa pontuação é calculada com base no percentual de excesso registrado pelo equipamento medidor, impactando diretamente a validade do documento de habilitação.
A divisão da pontuação segue a lógica de risco oferecida ao trânsito, conforme detalhado abaixo:
- Excesso até 20%: Infração média, gerando 4 pontos no prontuário.
- Excesso entre 20% e 50%: Infração grave, gerando 5 pontos no prontuário.
- Excesso acima de 50%: Infração gravíssima, gerando 7 pontos e suspensão direta.
Para condutores que possuem a Permissão Para Dirigir (PPD), o impacto é ainda mais rigoroso. Como a legislação impede que o recém-habilitado cometa infrações graves ou gravíssimas, um único registro de radar acima de 20% do limite pode causar a perda definitiva da habilitação antes mesmo da conquista da CNH definitiva.
Além de saber quanto custa a multa de velocidade, o motorista deve estar atento ao acúmulo de pontos. No caso da infração gravíssima por excesso acima de 50%, a penalidade é auto-suspensiva. Isso significa que, independentemente da soma total de pontos na carteira, o condutor responderá a um processo específico para a entrega do documento e cumprimento de prazo de suspensão.
A defesa administrativa é o caminho legal para evitar que essas pontuações sejam confirmadas. Por meio de uma análise técnica, é possível verificar se o radar estava devidamente aferido pelo INMETRO ou se existem erros formais no preenchimento do auto de infração. Identificar essas falhas é o que garante a preservação do prontuário e do direito de dirigir do cidadão.
Muitos motoristas desconhecem que o processo de defesa permite questionar a validade da medição, especialmente quando a sinalização da via está precária ou inexistente. Esse tipo de contestação técnica suspende a aplicação dos pontos enquanto o recurso é julgado, oferecendo uma oportunidade real de cancelamento da penalidade perante os órgãos de trânsito.
Como funciona a tolerância do radar de velocidade?
A tolerância do radar de velocidade funciona como uma margem de erro técnica aplicada sobre a velocidade registrada pelo equipamento para garantir a precisão da autuação. Essa margem, estabelecida pelo CONTRAN, serve para diferenciar a velocidade medida pelo aparelho da velocidade que será efetivamente considerada para a aplicação da penalidade.
Na prática, o condutor não é multado exatamente pela velocidade que aparece no visor do radar, mas sim pelo valor resultante após o desconto da margem de erro. Entender esse cálculo é fundamental para saber quanto custa a multa de velocidade em cada situação, pois é o valor final que define se a infração será média, grave ou gravíssima.
A regra de cálculo para a tolerância segue dois critérios principais baseados no limite da via:
- Vias com limite até 100 km/h: a tolerância é de exatos 7 km/h de margem de erro.
- Vias com limite acima de 100 km/h: a tolerância passa a ser de 7% sobre a velocidade medida.
Por exemplo, em uma via de 80 km/h, se o radar registrar 87 km/h, a velocidade considerada será de 80 km/h e não haverá multa. No entanto, se o registro for de 88 km/h, a velocidade considerada será de 81 km/h, gerando uma infração média por estar até 20% acima do limite.
Para quem possui a Permissão Para Dirigir (PPD), essa margem de tolerância é o limite entre a segurança e a perda definitiva da habilitação. Como o recém-habilitado não pode cometer infrações graves ou gravíssimas, um erro de cálculo de apenas 1 km/h na velocidade considerada pode ser a diferença entre receber uma multa de R$ 130,16 ou enfrentar a cassação da permissão.
Além da margem de erro, a validade da multa depende de critérios técnicos rigorosos. Todo radar deve ser verificado e aprovado pelo INMETRO anualmente. Quando essa aferição está atrasada ou o equipamento apresenta falhas de instalação, a autuação pode ser anulada por meio de uma defesa administrativa bem fundamentada, invalidando tanto o valor financeiro quanto a pontuação no prontuário.
Identificar se o cálculo da velocidade considerada foi aplicado corretamente e se o equipamento operava dentro das normas legais é a estratégia mais eficiente para proteger o direito de dirigir. Muitos condutores pagam a multa sem saber que erros na medição ou na sinalização da via são motivos suficientes para o cancelamento total da infração.
Como calcular a porcentagem do excesso de velocidade?
Para calcular a porcentagem do excesso de velocidade, você deve subtrair o limite de velocidade da via da velocidade considerada pelo radar e dividir esse resultado pelo limite permitido, multiplicando por 100 ao final para obter o percentual exato.
Este cálculo é o fator determinante para saber quanto custa a multa de velocidade e qual será a gravidade da pontuação aplicada. É importante lembrar que a velocidade utilizada na conta não é a que aparece no velocímetro do carro, mas sim a “velocidade considerada”, que já inclui o desconto da margem de tolerância do equipamento.
Para facilitar a compreensão do motorista, o processo pode ser dividido nas seguintes etapas:
- Identificação: Verifique o limite da via (ex: 80 km/h) e a velocidade considerada no auto de infração (ex: 90 km/h).
- Subtração: Diminua o limite da velocidade considerada (90 – 80 = 10).
- Divisão: Divida o resultado pelo limite da via (10 / 80 = 0,125).
- Porcentagem: Multiplique por 100 para chegar ao índice (0,125 x 100 = 12,5%).
No exemplo acima, como o excesso foi de 12,5%, a infração seria classificada como média, pois está dentro do limite de até 20% acima do permitido. Se o resultado ultrapassasse os 20% ou 50%, os valores financeiros e as consequências administrativas seriam drasticamente superiores, incluindo o risco de suspensão imediata.
Para condutores com a Permissão Para Dirigir (PPD), qualquer erro nesse cálculo por parte do órgão fiscalizador pode ser fatal para a carreira do motorista. Uma falha de apenas 1 km/h na aferição pode reenquadrar uma conduta, transformando uma multa média em grave, o que impediria a obtenção da CNH definitiva.
Muitas notificações apresentam erros formais justamente na aplicação dessas fórmulas ou no registro da velocidade medida. Identificar se o cálculo apresentado pela autoridade de trânsito condiz com a realidade técnica é um dos pilares da defesa administrativa. Quando a conta não fecha ou a margem de erro é ignorada, o auto de infração deve ser anulado, protegendo o condutor de pagamentos indevidos e da perda do direito de dirigir.
Compreender como esses números são gerados permite que o motorista tenha clareza sobre a legalidade da autuação recebida e sobre as chances reais de sucesso em um recurso fundamentado.
A multa de velocidade pode suspender a carteira?
A multa de velocidade pode suspender a carteira de habilitação de forma direta quando o condutor ultrapassa o limite permitido da via em mais de 50 por cento. Essa conduta é classificada pelo Código de Trânsito Brasileiro como uma infração gravíssima autossuspensiva, o que significa que a penalidade de suspensão é aplicada independentemente da pontuação acumulada no prontuário.
Diferente das infrações de menor gravidade, o excesso de velocidade extremado gera um processo administrativo específico para o recolhimento do documento de habilitação. Além de saber quanto custa a multa de velocidade nesse patamar, que atinge o valor de R$ 880,41 devido ao fator multiplicador, o motorista precisa estar ciente de que poderá ficar meses sem o direito de dirigir.
Para os condutores que possuem a Permissão Para Dirigir (PPD), o risco é ainda mais elevado e imediato. Como a legislação impede que o recém-habilitado receba infrações graves ou gravíssimas durante o primeiro ano, qualquer multa de radar acima de 20 por cento do limite acarreta a perda definitiva da permissão, sem possibilidade de conversão em CNH definitiva.
Existem dois caminhos principais que levam à suspensão por velocidade:
- Suspensão Direta: Ocorre no excesso acima de 50 por cento, onde a própria natureza da infração prevê a penalidade de suspensão do direito de dirigir.
- Acúmulo de Pontos: Ocorre quando multas de velocidade menores (até 20% ou entre 20% e 50%) somam-se a outras infrações, atingindo o limite de pontos permitido em 12 meses.
É fundamental compreender que a suspensão não é automática. O motorista tem o direito de apresentar defesa prévia e recursos em instâncias superiores, como a JARI e o CETRAN. Durante o período de julgamento desses recursos, o condutor pode continuar dirigindo normalmente, pois a penalidade só é efetivada após o esgotamento de todas as possibilidades de defesa administrativa.
A análise técnica de um recurso de multa de radar busca identificar falhas na aferição do equipamento ou erros no preenchimento do auto de infração. Questionar a legalidade da autuação é a estratégia mais eficaz para evitar tanto o prejuízo financeiro quanto o bloqueio do prontuário, garantindo que o motorista não seja penalizado injustamente por falhas operacionais dos órgãos de trânsito.
Como recorrer de uma multa por excesso de velocidade?
Recorrer de uma multa por excesso de velocidade envolve o protocolo de defesas fundamentadas em erros técnicos, formais ou legais. O prazo para apresentar a Defesa Prévia é de, no mínimo, 30 dias contados a partir da data de expedição da notificação. Este é o momento fundamental para contestar a validade da autuação aplicada por radares fixos ou móveis.
O processo exige uma análise detalhada: é necessário verificar se o radar possui a aferição anual obrigatória do INMETRO e se a sinalização da via respeita as normas do CONTRAN. Quando o condutor entende quanto custa a multa de velocidade para o seu prontuário, a defesa técnica se torna a estratégia mais eficaz para evitar a suspensão do direito de dirigir e o cancelamento da PPD. Identificar falhas como divergência na placa, local incerto ou falta de visibilidade do equipamento é o que garante bases sólidas para o cancelamento da pontuação.
Quais documentos são necessários para a defesa?
Os documentos necessários para a defesa incluem a cópia da Notificação de Autuação ou de Penalidade, o documento de identidade with assinatura (RG ou CNH) e o documento do veículo (CRLV). Esses itens são essenciais para formalizar o pedido de revisão junto aos órgãos de trânsito competentes.
Além da documentação básica, o motorista pode anexar provas que reforcem seus argumentos, tais como:
- Fotos do local da infração que demonstrem falta de sinalização;
- Comprovantes de venda do veículo (se a multa for anterior à transferência);
- Laudos técnicos que comprovem falhas no equipamento medidor;
- Cópia do prontuário do condutor para demonstrar o histórico de boa conduta.
Como funciona o recurso em primeira e segunda instância?
O recurso funciona em três etapas sucessivas: a Defesa Prévia, o recurso em primeira instância à JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) e o recurso em segunda instância ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito). Cada fase oferece uma nova oportunidade de julgamento por diferentes autoridades.
Na Defesa Prévia, o foco são erros formais no preenchimento do auto. Se indeferida, o condutor recorre à JARI, onde o mérito da questão técnica é avaliado com maior profundidade. Caso a decisão negativa persista, o recurso ao CETRAN é a última etapa administrativa, onde conselheiros revisam todo o processo antes de uma decisão final.
Durante todo o período de julgamento, o condutor tem o direito de continuar dirigindo e a pontuação não pode ser lançada de forma definitiva no prontuário. Isso é especialmente importante para quem possui a PPD, pois garante o tempo necessário para buscar a anulação da multa e evitar a perda do direito de obter a CNH definitiva.
Dicas práticas para lidar com multas de trânsito
As dicas para evitar o prejuízo de multas de trânsito envolvem o uso de tecnologia e atenção rigorosa à sinalização. Aplicativos de navegação atualizados são ferramentas essenciais, pois alertam sobre radares e informam a velocidade máxima da via em tempo real, ajudando o condutor a ajustar a aceleração e evitar a velocidade considerada acima do limite.
Para quem já recebeu a autuação, a melhor prática é agir rapidamente dentro dos prazos legais. Considere os seguintes pontos:
- Verifique o SNE: Avalie a adesão ao Sistema de Notificação Eletrônica para garantir descontos financeiros imediatos.
- Atenção na PPD: Se você está no primeiro ano de habilitação, qualquer multa grave ou gravíssima exige recurso técnico imediato para evitar a perda da CNH definitiva.
- Análise do Radar: Questione sempre se o equipamento estava visível e devidamente aferido, conforme exige a lei.
Além de saber quanto custa a multa de velocidade, o motorista consciente utiliza a defesa administrativa como um instrumento de justiça. Caso a autuação apresente irregularidades operacionais, o cancelamento da infração é um direito que protege seu prontuário de suspensões injustas e preserva sua liberdade de locomoção.













